Outras evidências que citam esta entidade
Em nota de eventos subsequentes, o Master registrou que em 28/03/2025 o BRB anunciou a aquisição de 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais (58% do capital total), com reorganização societária em que o Master ficaria apenas com o Banco Master Múltiplo (e as controladas Will) e a Maximainvest Securitizadora, sujeita a aprovação do BC e do CADE.
A Agência Pública relata que, segundo a PF, a Tirreno seria empresa de fachada criada por Vorcaro que vendeu créditos ao BRB (R$ 12,2 bilhões), e que o BRB comprou carteiras de crédito inexistentes do Master desde julho de 2024, negócios que chegaram a R$ 12 bilhões segundo a PF.
Em fato relevante de 22/08/2025, o BRB informou que a aquisição de 58,04% do capital do Master (49% das ordinárias e 100% das preferenciais), anunciada em 28/03/2025, já tinha anuência do CADE e aguardava análise do BC; o preço seria 75% do patrimônio líquido consolidado ajustado, 50% à vista e até 50% retido em escrow por seis anos; os aumentos de capital de R$ 750 milhões no BRB e de R$ 2 bilhões no Master já tinham sido aprovados pelo BC; e o BC aprovara a transferência do controle do Banco Voiter, retirando-o do Conglomerado Prudencial Master.
Segundo o BRB (22/08/2025), após a due diligence o perímetro da operação excluiria cerca de R$ 51,2 bilhões em ativos e passivos: no ativo, precatórios de R$ 9,43 bilhões, R$ 7,59 bilhões em operações de crédito concentradas ou sem garantia real, fundos de direitos creditórios e ações de R$ 19,48 bilhões, CRIs de R$ 2,47 bilhões e R$ 12,28 bilhões em outros créditos; no passivo, depósitos interfinanceiros internos e cerca de R$ 33 bilhões de CDBs distribuídos por plataformas, com custo próximo a 120% do CDI. Ajustes de R$ 601,9 milhões no patrimônio líquido e reforço de cerca de R$ 2 bilhões em provisões; ativo de partida do Master em cerca de R$ 24 bilhões.
Na noite de 03/09/2025, após o fechamento do mercado, o Banco Central indeferiu a compra pelo BRB de 58% do Master (R$ 2 bilhões), antecipando a análise, e não informou os motivos; o BRB comunicou o mercado por fato relevante, pediu acesso à íntegra da decisão para avaliar os fundamentos e alternativas e disse que o contrato seria rescindido conforme seus termos.
BRB - Banco de Brasília S.A. (3 set. 2025): Em fato relevante, o BRB confirmou a notificação do BC, pediu acesso à íntegra da decisão para avaliar fundamentos técnicos e alternativas, descreveu a transação como oportunidade estratégica e informou que o contrato seria rescindido conforme seus termos.
Segundo a PF, o BRB repassou cerca de R$ 16,7 bilhões ao grupo de Vorcaro entre julho de 2024 e outubro de 2025, dos quais R$ 12,2 bilhões envolvem operações com indícios de fraude; a PF também suspeita que Vorcaro ofereceu cerca de R$ 150 milhões em imóveis como propina para facilitar os negócios.
Em 15/10/2026 Vorcaro, preso preventivamente desde março de 2026 na Papudinha (Complexo da Papuda, Brasília), seria ouvido pela PF por videoconferência sobre as negociações entre o Master e o BRB; em 13/10/2026 seus advogados divulgaram carta em que ele diz querer falar sobre «todas as minhas relações».
A Agência Brasil registra o preço da compra proposta como R$ 2 bilhões para 49% das ordinárias e 100% das preferenciais do Master.
O Cade aprovou a compra do Master pelo BRB em 17/06/2025.
Em 01/04/2025 a Promotoria de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep) do MPDFT abriu, de ofício, inquérito civil para apurar as circunstâncias da aquisição de participação no Master pelo BRB.
A 1a Vara da Fazenda Pública do DF, em ação do MPDFT, suspendeu liminarmente a assinatura do contrato definitivo de compra do Master até autorização da assembleia de acionistas e do Legislativo distrital; atos preparatórios foram preservados. O BRB sustentou que a operação, por não ser de controle total, dispensava essas formalidades (Lei 13.303/2016). A CLDF registra que o TJDFT manteve o impedimento.
Em 19/08/2025 a CLDF aprovou, em dois turnos e redação final, por 14 votos a 7, o PL 1882/2025, que autoriza o BRB a adquirir 49% das ações ordinárias e 100% das preferenciais do Master. O substitutivo da bancada do PT, acatado, retirou os artigos que davam autorizações genéricas para o BRB participar de outras instituições financeiras.
Segundo decisão judicial citada pelo Brasil de Fato (TRF-1, 28/11/2025), durante a análise o Banco Central identificou indícios de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e enviou representação criminal ao Ministério Público Federal.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Paulo Henrique Costa tomou posse como presidente do BRB em 31/01/2019, escolhido pelo governador Ibaneis Rocha; antes atuou na Caixa Econômica Federal (2001-2018).
Em 18/11/2025, no primeiro dia da Operação Compliance Zero, a Justiça afastou por 60 dias o presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o diretor executivo financeiro Dario Oswaldo Garcia Junior; ambos eram alvo de busca e apreensão. O BRB informou que nenhuma prisão foi realizada.
Nelson Antonio de Souza foi indicado pelo governador Ibaneis Rocha para a presidência do BRB, divulgado em fato relevante de 19/11/2025; teve o nome aprovado pela Comissão de Economia e pelo plenário da CLDF em 24/11/2025 e pelo Banco Central em 26/11/2025. Ibaneis havia escolhido antes Celso Eloi, mas optou por Souza. Paulo Henrique Costa e Dario Garcia foram afastados.
O GDF e o acionista controlador do BRB, com 53,7% das ações.
Segundo relatório da PF ao STF, cujo sigilo foi retirado em 09/10/2026, Ibaneis Rocha teria autorizado valores de aumento de capital do BRB, definido a estratégia de expansão e validado decisões operacionais críticas, com decisões estratégicas do banco público submetidas a ele antes de serem tomadas; teria ainda articulado com agentes privados. A reportagem ressalta que ele e citado poucas vezes e que o documento e da PF, não decisão judicial.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Ibaneis Rocha (out. 2026): A defesa, conduzida pelo advogado Antonio Carlos de Almeida Castro (Kakay), nega pressão ou ingerência nas operações do BRB, diz que o presidente do banco tinha autonomia, que Ibaneis não é interlocutor direto de Vorcaro e que e citado poucas vezes (quatro, segundo a defesa) no relatório.
A reportagem cita, a partir da apuração da PF, aumentos de capital do BRB de R$ 750 milhões em 2024 e de R$ 294 milhões em 2025.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Em 15/10/2026 O Tempo registrou que a defesa de Paulo Henrique Costa afirma que ele 'foi presidente do BRB, não seu dono' e que decisões desse porte exigiam aprovação do Conselho de Administração, cujo acionista majoritário era o GDF; a defesa de Ibaneis nega ingerência.
Laudo pericial da PF de 13/08/2026, tornado público em 11/09/2026, aponta participação individual de seis ex-dirigentes do BRB nas aquisições de carteiras do Master (R$ 17,5 bi): Paulo Henrique Costa (presidente), Cristiane Maria Lima Bukowitz (Gestão de Pessoas), Dario Oswaldo Garcia Junior (Finanças e Controladoria, unidade proponente das notas executivas, aparece em e-mails autorizando liquidação), Luana de Andrade Ribeiro (Controle e Riscos, assinou relatórios de desenquadramento e votou a favor em 11 deliberações posteriores), Diogo Ilario de Araujo Oliveira (Atacado e Governo) e José Maria Correa Dias Junior (Tecnologia). O diretor jurídico Jacques Veloso não foi individualizado por não ter voto.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Em 20/08/2026 a PF enviou relatório parcial ao STF e pediu 60 dias de prorrogação ao ministro André Mendonça; afirma ter identificado participação individualizada de integrantes da Diretoria Colegiada (Dicol) do BRB nas decisões investigadas e que e preciso inclui-los no polo passivo do inquérito e ouvi-los.
Em 23/09/2026, em sessão reservada e por unanimidade, o TCDF determinou o bloqueio cautelar de até R$ 2.761.749.206,55 em contas e bens de cinco ex-dirigentes do BRB, para resguardar eventual ressarcimento aos cofres públicos; os atingidos têm 30 dias para se manifestar. O processo foi convertido em Tomada de Contas Especial; o BRB deve enviar em 24 horas o relatório da auditoria independente contratada; há instrução prioritária para avaliar estender o bloqueio a outras pessoas.
Marcelo Talarico e descrito como ex-presidente do Conselho de Administração do BRB na reportagem sobre o bloqueio do TCDF.
Segundo o mesmo relatório, o GT do BRB foi formado em 26/02/2025 e passou a questionar o Master em 02/04/2025; em 08/04/2025 verificou 47 contratos de 15 pessoas, dos quais 8 existiam; em 29-30/04/2025 o tesoureiro do Master confirmou que parte dos contratos vinha de outra instituição; em 02/05/2025 o nome Tirreno apareceu por escrito; em 05/05/2025 o Master enviou contratos da Tirreno e o BC mostrou que ela não era autorizada a operar como instituição financeira. Em fins de 2024 e ao menos três vezes em jan-fev/2025 o Master pediu ao BRB a devolução de carteiras vendidas, oferecendo substituição.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo a reportagem sobre o relatorio do GT, em 05/05/2025 a diretoria do BRB decidiu nao exercer por 120 dias a clausula de recompra que obrigaria o Master a devolver o dinheiro e determinou a compra de outros R$ 750 milhoes em carteiras do Master. Em 04/05/2025 o entao presidente, Paulo Henrique Costa, escreveu 'A operação não vai sair sem eles' ao cobrar documentos. O relatorio do GT foi concluido em 19/05/2025.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo documentos da Compliance Zero, o BRB pagou R$ 6,7 bi pelos créditos e R$ 5,5 bi a título de prêmio, entre janeiro e maio de 2025, num conjunto de R$ 12,2 bi de créditos que, segundo indícios do BC, não existiam. Em amostra de 30 clientes o BC não ligou nenhum contrato vendido ao BRB a um pagamento ao tomador; em quatro dias de janeiro de 2025 houve 182 mil operações para 151 mil pessoas concentradas em 12 valores por dia.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Daniel Vorcaro (2025): Segundo o Metrópoles, Vorcaro teria dito ao STF que o BRB nunca pagou de fato pelas carteiras. Em carta divulgada em 13/10/2026 disse querer falar de forma objetiva e transparente sobre todos os assuntos investigados.
Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A. (set. 2026): A Cartos nega ter originado, estruturado, comercializado, intermediado ou cedido créditos ligados ao caso e diz nunca ter mantido relação com a Tirreno.
O relatório da PF reproduz resultado de auditoria do BC sobre as carteiras da Tirreno ('empresa de fachada controlada pela Cartos', segundo a PF) e conclui que as carteiras cedidas ao BRB eram inexistentes ('Nenhum crédito sequer pode ser confirmado'). Do total de R$ 12,2 bi em CCBs do Master adquiridas pelo BRB, R$ 4,05 bi foram comprados depois de questionamentos do BC sobre a originadora dos créditos. O BRB assinou TAC com o BC em 10/02/2025.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Cartos Sociedade de Crédito Direto S.A. (set. 2026): A Cartos nega ter originado, estruturado, comercializado, intermediado ou cedido créditos ligados ao caso e diz nunca ter mantido relação com a Tirreno.
Segundo a PF, o BRB transferiu cerca de R$ 17 bi ao Master na compra de carteiras de crédito e cerca de R$ 12,2 bi eram títulos sem valor (CCBs derivadas de consignados inexistentes gerados pela Tirreno). A PF classifica as operações como de finalidade contábil imediata, sem fundamento econômico. O BRB declara que seus ex-dirigentes não devem ser confundidos com a instituição, que se apresenta como vítima, e admite ter comprado carteiras que não podia auditar por falta de documentos.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Reportagem do Brasil de Fato sobre o relatório da PF: prejuízo de cerca de R$ 17 bi em operações desde 2024 (estimativa da PF, decisão do TRF-1 de 28/11/2025 como fonte do número); fluxo 'atípico' de R$ 12,2 bi do BRB ao Master nos primeiros meses de 2025, acima do limite de exposição; preço proposto de 75% do PL do Master, estimado em R$ 3,5 bi (base jun/2024); 'prêmio' de R$ 5 bi mencionado em conversa de 15/03/2025 como hipótese; anúncio da aquisição em 28/03/2025; Inquérito 5.026 no STF, relator André Mendonça.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
O Brasil de Fato (15/10/2026) registra que o BRB repassou cerca de R$ 16,7 bi ao grupo de Vorcaro entre julho de 2024 e outubro de 2025, dos quais R$ 12,2 bi envolvem operações com indícios de fraude; O Tempo da o mesmo R$ 16,7 bi como valor 'injetado' no Master.
O laudo pericial da PF de 13/08/2026 trata de aquisições de carteiras de crédito do Master pelo BRB no total de R$ 17,5 bi.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Segundo relatório do BC de dezembro de 2025, obtido pelo UOL, o BRB comprou R$ 33,9 bi em ativos ligados ao Master e empresas relacionadas; R$ 15,7 bi em carteiras foram devolvidos após identificação de problemas e substituídos por outros ativos (cotas de fundos, empréstimos, títulos); a perda potencial chega a R$ 11,4 bi; cerca de R$ 2,6 bi (R$ 2,06 bi em consignados da Tirreno e R$ 580 mi em créditos inexistentes ou com problemas de origem) foram tratados como perda integral; R$ 3,5 bi em empréstimos e títulos seriam problemáticos se não houver comprovação de capacidade de pagamento dos devedores; R$ 5,2 bi em cotas de fundos foram questionados.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
BRB - Banco de Brasília S.A. (set. 2026): O BRB diz que as operações fazem parte do conjunto de transações ligadas ao ecossistema do Master, em reavaliação pelo banco e por órgãos competentes; afirma que ex-dirigentes não se confundem com a instituição, que se apresenta como vítima, e admite ter comprado carteiras que não podia auditar por falta de documentos.
A Agência Brasil informa, na matéria de 24/09/2026, que o BRB está em desconformidade regulatória por não ter apresentado balanços desde o ano anterior.
Em fato relevante de 20/04/2026 o BRB informou que, após aprovação do Conselho de Administração, celebrou memorando de entendimentos com a Quadra Capital para estruturar fundo de investimento destinado a receber ativos do BRB oriundos de operações recebidas do Master. Valor de referência: R$ 15 bi, composto por parcela financeira à vista de no mínimo R$ 3 bi e até R$ 4 bi e parcela remanescente estimada entre R$ 11 bi e R$ 12 bi em cotas subordinadas do fundo; efetivação sujeita a condições precedentes.
O Correio Braziliense descreve a negociação com a Quadra como R$ 20 bi em valor de face, R$ 15 bi negociados após deságio, R$ 4 bi à vista, e R$ 1,9 bi absorvidos pelo mercado financeiro (carteiras de atacado, varejo, fundos e CRIs); o texto atribui R$ 21,9 bi aos ativos adquiridos do Master.
Em fato relevante de 17/07/2026 o BRB comunicou que, por não concluídas as diligências e por alterações relevantes de escopo, decidiu não dar continuidade a operação no âmbito do MoU com a Quadra e comunicou formalmente a decisão a gestora; a estratégia em relação aos ativos não muda e podem ser avaliadas alternativas com outros participantes.
Em 09/06/2026 a CLDF aprovou, com emendas, por 11 votos a favor, 9 contra, 1 abstenção e 3 ausências, o PL 2363/2026 do Executivo distrital, que ratifica o acordo homologado pelo STF e autoriza o GDF a contrair empréstimo de até R$ 6,6 bi junto ao FGC para fortalecer o BRB, com contragarantias do FPE e do FPM e vedação de novos concursos e de alterações de carreira que aumentem despesas até a quitação ou nível A+ de capacidade de pagamento.
A Agência Brasil informa que a securitização de dívida do GDF rendeu R$ 1,17 bi recebidos em 25/05/2026, já integralizados; o BRB espera ao menos mais R$ 3 bi em operação estruturada com o BTG Pactual; faltariam R$ 2,2 bi para os R$ 8,8 bi de necessidade de capital.
O inquérito sobre as operações BRB-Master tramita no STF como Inquérito 5.026, sob relatoria do ministro André Mendonça segundo o Brasil de Fato; relatório policial com mais de 2,5 mil páginas cita o BRB mais de 50 vezes.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
Em 16/04/2026, na quarta fase da Operacao Compliance Zero (dois mandados de prisao e sete de busca em SP e DF), a PF prendeu o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e o advogado Daniel Monteiro; sao investigados corrupcao, lavagem, crimes financeiros e organizacao criminosa. A PF investiga se Costa recebeu R$ 140 milhoes de Vorcaro como suposta propina para viabilizar a compra do Master pelo BRB; o advogado teria ajudado a repassar seis imoveis de luxo a Costa por empresas de fachada. Costa nega (defesa: Cleber Lopes).
Paulo Henrique Costa (16 abr. 2026): O advogado Cleber Lopes critica a prisão e afirma que o cliente não cometeu crime; em 15/10/2026 a defesa diz que ele foi presidente do banco, não dono, que decisões desse porte exigiam aprovação do conselho e que o acionista majoritário era o GDF.
Governo do Distrito Federal (GDF) (16 abr. 2026): Nota do gabinete da governadora Celina Leão diz que os fatos estão sob análise do Judiciário e que o governo se compromete com transparência e cooperou com as autoridades; a governadora disse que a prisão não afeta a gestão e que quem errou terá de pagar.
Segundo a reportagem do Metrópoles sobre o relatório do GT, Vorcaro disse depois ao STF que o BRB nunca pagou de fato pelas carteiras.
Documento descrito pela reportagem; íntegra não examinada pelo projeto.
A 13a Vara Cível do DF, em liminar pedida pelo BRB, bloqueou e arrestou participações acionárias no capital do BRB (cerca de R$ 376,4 mi) de pessoas físicas não nomeadas, fundos (Deneb, Borneo, Siracusa, Delta e Asterope) e empresas (Blue Solutions e Casamata), sob a alegação do BRB de que ingressaram no capital de forma ilegal; o processo e sigiloso. O Metrópoles, citado pela reportagem, diz que Vorcaro, Mauricio Quadrado, Nelson Tanure e João Carlos Mansur teriam se tornado sócios do BRB por meio de terceiros; Tanure nega.
Nelson Tanure (26 fev. 2026): A defesa nega que ele tenha ações do BRB, seja cotista dos fundos que as compraram ou conheça a decisão judicial.
Na sessão de 19/08/2025 a deputada Paula Belmonte disse que o Iprev (instituto de previdência do DF) tem 16% das ações do BRB, segundo a notícia da CLDF.
Em entrevista de 27/07/2026 o ministro da Fazenda Dario Durigan afirmou que o BRB 'passou R$ 12 bilhões para o Master e recebeu guardanapo de volta', que a União não tem papel na crise e que a governadora pediu ajuda federal ao STF.
Segundo O Globo (via Diário do Nordeste e JGB), o escritório de Temer teria sido contratado por Vorcaro para tentar a venda do Master ao BRB; Temer descreve a contratação como mediação jurídica.
A PF informa, em relatório de 27/08/2026 ao ministro André Mendonça, que a prisão preventiva de Daniel Vorcaro na 1ª fase foi decretada pela 10ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do DF e que, na mesma ocasião, foi autorizada busca pessoal, na qual o celular dele foi apreendido; a PF descreve a apuração como fraudes na cessão de carteiras de crédito de cerca de R$ 12 bilhões do Master ao BRB.
A PF afirma que Paulo Henrique Costa combinou com Vorcaro o recebimento de R$ 146,5 milhões em vantagem indevida, pagos por meio de imóveis, dos quais ao menos R$ 74 milhões teriam sido efetivamente pagos; Costa nega.
Paulo Henrique Costa (16 abr. 2026): Segundo a Jovem Pan, Paulo Henrique Costa nega o recebimento de vantagem indevida; o texto não detalha a forma da negativa nem traz a nota da defesa.
Em 15/10/2026 Vorcaro prestou seu terceiro depoimento a PF (cerca de quatro horas, com o delegado na Papudinha) no inquerito sobre as operacoes entre o Master e o BRB; negou a fraude de R$ 12 bilhoes, chamou a Compliance Zero de 'acodada' e disse que o negocio da Tirreno nao foi concluido nem causou prejuizo; a defesa vai pedir pericia. A PF, em relatorio ao STF, fala em 'circularidade economica e dependencia financeira artificialmente construida'.
Daniel Vorcaro (15 out. 2026): A defesa diz que Vorcaro depôs de forma colaborativa e respondeu a todas as perguntas, que a versão inicial da investigação não se sustenta no plano factual ou jurídico, pede arquivamento do inquérito BRB-Master e revogação da preventiva por ausência de prova de ilícito, e disse que apresentaria contestação cível e pediria perícia.