Enciclopédia investigativa
O caso Banco Master, documento por documento.
Quem decidiu, quem recebeu, quem fiscalizou, quem perdeu. Cada afirmação deste acervo tem fonte, data e grau de comprovação — e o que é alegado aparece separado do que está provado.

Dossiê Dark Horse
Dark Horse: o financiamento do filme sobre Bolsonaro e as relações investigadas com Vorcaro
Flávio Bolsonaro admite ter pedido patrocínio a Vorcaro para uma cinebiografia do pai. Uma empresa ligada ao caso enviou ao menos US$ 12,3 milhões a um fundo nos EUA. A PF investiga de onde veio e para onde foi o dinheiro.
O que se investiga
- Os recursos remetidos pela Entre pertenceriam a Vorcaro ou a empresas do grupo dele (hipótese de "dono oculto"), e não a um patrocinador independente. — segundo Polícia Federal (investiga se Vorcaro seria "dono oculto" da Entre, segundo a BBC); colaborador Freixo (pagamentos a pedido de Vorcaro, segundo O Globo/ICL); Intercept (pagamentos atribuídos a Vorcaro).
- As sete remessas da Entre Investimentos e Participações ao Havengate Development Fund LP (EUA), somando cerca de US$ 12,3 milhões em 2025, seriam evasão de divisas. — segundo Polícia Federal: crime citado no pedido de prorrogação do inquérito (O Tempo, 17/10/2026; Gazeta do Povo, 16/10/2026) e, segundo o Jornal Grande Bahia (derivado da Folha, 14/10/2026), a linha mais avançada da investigação sobre Vorcaro.
- Parte do dinheiro enviado ao Havengate teria custeado a permanência de Eduardo Bolsonaro nos EUA. — segundo Polícia Federal e PGR (Agência Brasil, 12/09/2026; Gazeta do Povo, 16/10/2026; Poder360, 11/09/2026): linha de apuração, não acusação.
- Solicitado, segundo relatórios da PF
- R$ 131 mi pedido para a produção; não é valor pago
- Transferido a fundo nos EUA, segundo a PF e o Coaf
- US$ 12,33 mi da Entre Investimentos ao Havengate, em sete remessas; não é dinheiro recebido por político
- Registrado como entrada no Brasil, segundo a PF
- US$ 2,8 mi a PF vê divergência com o valor enviado; o destino da diferença não foi demonstrado
Ler o dossiê completo → Atualizado em 2026-10-17. Nenhuma das suspeitas foi julgada.
Tropa do Vorcaro é o título editorial deste acervo, não uma classificação de pessoas. Estar aqui não significa ter cometido crime nem integrar organização criminosa. Como trabalhamos.
Por onde começar
Entenda o caso
O que foi o Banco Master, como captava dinheiro e por que foi liquidado — sem jargão.
Dinheiro das aposentadorias
Institutos de previdência que aplicaram em papéis do banco: quanto, quem decidiu, quanto se perdeu.
Pagamentos e contratos
Quem o banco pagou, quanto foi contratado e quanto foi efetivamente pago.
Investigações e processos
Operações, inquéritos e ações, com a situação de cada pessoa por data.
Pessoas
Cada pessoa com o papel que os documentos mostram — e a resposta que deu.
Cronologia
Do Banco Máxima aos desdobramentos mais recentes.
Perguntas que o acervo responde
Como o dinheiro das aposentadorias chegou ao Master?
Pelo menos 21 institutos de previdência de servidores compraram letras financeiras do Master, sem garantia do FGC, e cerca de 100 tinham cotas de fundos ligados ao grupo. Quem decidiu, por qual caminho, que alertas existiam e o que ainda não se sabe.
Qual foi a relação do Master com o BRB?
O banco público do Distrito Federal tentou comprar parte do Master, comprou dele bilhões em carteiras de crédito que a PF diz serem sem lastro, e agora registra perdas. Quem decidiu cada passo, quanto foi proposto, contratado, pago e perdido.
Quem ficou com o prejuízo?
O FGC pagou dezenas de bilhões a clientes cobertos; institutos de previdência e o BRB ficaram fora da garantia; quem paga, no fim, são os bancos associados ao FGC, os entes que garantem as aposentadorias e o controlador do BRB. O que já se sabe e o que ainda depende da liquidação.